Novas arquiteturas (cidades21.com.br)
Em meio a tantos questionamentos sobre os impactos da pandemia nas cidades, é inevitável não pensar também no papel e na resiliência da arquitetura. Com estádios se transformando em hospitais de campanha, a adaptabilidade dos espaços construídos e a escolha por estruturas rápidas e flexíveis prometem influenciar as construções futuras. Na primeira edição do Podcast Cidades 21, discutimos sobre as alternativas construtivas usadas por muitas cidades para enfrentar a pandemia.
Com muitas das doenças, incluindo o coronavírus, sendo transmitidas especialmente pelo contato com superfícies contaminadas, a tecnologia poderá ser outro fator decisivo para conceber os novos edifícios. É o caso do projeto assinado pelo escritório de Zaha Hadid para a empresa de resíduos Bee’ah, nos Emirados Árabes. Desenvolvido para ter “caminhos sem contato”, tudo foi pensado para que os funcionários evitassem o toque por meio elevadores controlados pelo smartphone e portas que se abrem via reconhecimento facial.
Os complexos corporativos também estão na mira de mudanças. Se até hoje tínhamos amplos planos abertos de escritórios e uma grande densidade de mesas próximas umas das outras, arquitetos apostam que daqui pra frente empresas se organizarão em ilhas de funcionários, corredores mais largos e ambientes com janelas mais generosas para ventilação.
Nos Estados Unidos, a empresa de serviços imobiliários Cushman & Wakefield está testando um novo conceito de design chamado Six Feet Office para adaptar o retorno dos funcionários aos postos de trabalho. Entre os critérios estabelecidos, o modelo sugere que escritórios contem com rotas visuais para cada equipe nos pisos e paredes, de forma a manter as pessoas a um metro e meio de distância.
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