Áreas verdes (cidades21.com.br)
Com o mundo vivendo em isolamento social, poder sair e aproveitar o ar fresco nunca foi tão importante – e tão ferozmente contestado. Isso porque, com a falta de oferta ou o mau dimensionamento de parques e praças para atender a população, o risco de aglomeração pelas pessoas logo culminou no fechamento desses espaços.
Com o fim do lockdown em algumas cidades da Europa e da Ásia, prefeituras tentam adaptar locais que antes viviam cheios. Na China, onde o vírus surgiu no final do ano passado, a abertura de áreas públicas e turísticas veio seguida de algumas restrições, como o uso de máscaras, limitação de visitantes e obrigatoriedade de distanciamento social.
Já são muitos os escritórios de arquitetura especulando como será a vida ao ar livre no mundo pós-coronavírus. O estúdio austríaco Precht ousou ao projetar um parque público labiríntico, dividido por vegetações altas que permitiriam às pessoas aproveitar o ar livre sem desrespeitar o distanciamento social. Na Itália, o escritório SBGA Blengini Ghirardelli desenvolveu o C’entro, uma estrutura modular feita de fibra de vidro colorida que se encaixa delimitando um círculo no chão para até duas pessoas se sentarem dentro. Na pequena Vicchio, perto de Florença, os arquitetos do Caret Studio criaram uma intervenção visual em uma das praças históricas da cidade para destacar as novas dinâmicas sociais esperadas daqui pra frente. Com um grid de 1,8m de distância, valor sugerido para o distanciamento social, a instalação já está sendo desenvolvida também para cinemas, igrejas e academias.
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